Vereadora Renara assume relatoria de projeto sobre uso da Bíblia como recurso paradidático nas escolas de Timóteo
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A vereadora Renara Cristina assumiu a relatoria do Projeto de Lei nº 4.660/2025, de autoria do vereador Marcus Fernandes, que dispõe sobre a autorização para uso da Bíblia como recurso paradidático nas escolas públicas e particulares do município de Timóteo. O parecer da vereadora, apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi favorável à regular tramitação da matéria.

Durante a apresentação de seu relatório, Renara destacou que o projeto não impõe o uso da Bíblia, tampouco promove qualquer forma de doutrinação religiosa. Trata-se de uma proposta que autoriza a utilização da Bíblia como ferramenta pedagógica complementar, de maneira opcional e respeitosa. “Estamos propondo a possibilidade de utilizar a Bíblia, um dos livros mais lidos, estudados e influentes da história da humanidade, como recurso complementar em atividades pedagógicas, sem obrigatoriedade”, afirmou a vereadora.

Renara ressaltou que, além de sua dimensão espiritual, a Bíblia transmite valores universais que contribuem para a formação ética, cidadã e humanista dos estudantes, como o amor ao próximo, solidariedade, respeito, responsabilidade, justiça e perdão. Em sua fala, a parlamentar citou o versículo de Provérbios 22:6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.”

Para a vereadora, esse ensinamento reforça a importância da formação de base com princípios que vão além do conteúdo técnico, promovendo também caráter, empatia e compromisso social. Ela também reforçou que o projeto respeita a laicidade do Estado e está em consonância com a Constituição Federal, que assegura no artigo 5º a liberdade de consciência e de crença, além do direito à pluralidade de ideias e expressões culturais no ambiente escolar. “Esse projeto não fere a laicidade, mas amplia o acesso a uma ferramenta que pode ser, para muitos estudantes e professores, uma ponte para reflexões profundas sobre ética, convivência, humanidade e fé”, concluiu Renara.

A proposta segue agora para análise de outras comissões permanentes da Câmara antes de ser levada ao plenário para votação.

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